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terça-feira, 19 de julho de 2011

Nome à pessoa


Por Michel Melamed


Observanessa, perceberenice, arriscamila,
Embromárcia, aproximargareth,
Conversara, envolverônica, submetereza

Sentirene, conquistarlete, mescláudia,
Lambeatriz, abraçabrina,
Mordenise, amaria, beijanaína

Ligou o nome à pessoa, perdoa, pessoa
Ligou o nome à pessoa, perdoa, pessoa

Agradesimone, esclareceleste, buscarmen,
Surtatiana, pensofia
Vacilaura, enciumonique, engolívia

Desejanice, agarraquel, roubárbara,
Ligabriela, esquecelina
Provocarla, concordana, suplicarolina

Ligou o nome à pessoa, perdoa, pessoa
Ligou o nome à pessoa, perdoa, pessoa

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Restaurante de SP oferece melhor vinho do mundo a R$ 2.800


O restaurante paulistano Magari começou a servir a seus clientes o Armand de Brignac, considerado o melhor vinho do mundo após uma degustação às cegas feita com mil bebidas. O preço: R$ 2.800.

Além do Magari, somente o Arola-Vintetres guarda a preciosidade na adega. O champanhe foi desenvolvido pela casa Cattier com as uvas chardonnay, pinot noir e pinot meunier. A produção anual, limitada, é feita por uma restrita equipe desde 1763.

DOM PÉRIGNON

No próximo dia 6 de outubro, o Magari oferecerá um jantar harmonizado com os também raros champanhes Dom Pérignon Oenothéque e Dom Pérignon Vintage 2002.

No máximo 30 pessoas receberão o convite para o jantar, que custará aproximadamente R$ 2.100 por pessoa. Cada comensal levará para casa uma garrafa de Dom Pérignon Vintage 2002.

Para acompanhar a degustação, serão servidas trufas brancas frescas, entre outros itens.

Por Myka

sexta-feira, 15 de julho de 2011

AKIRA – Do Mangá para o Cinema


O diretor espanhol Jaume Collet-Serra vai realizar para Warner Bros. uma adaptação para o cinema de “Akira”, um mangá transformado posteriormente em um filme de animação japonês, informou nesta quinta-feira (14) a revista ‘Variety’.

O estúdio adquiriu os direitos de uso da história original de Katsushiro Otomo por meio da editora japonesa Kodansha em 2008, por uma quantia milionária. Porém, a produção não deu certo porque em maio Albert Hughes, que figurava como diretor, deixou o projeto alegando divergências.


A Warner já trabalhou com Collet-Serra em “A casa de cera” (2005), “A órfã” (2009) e “Desconhecido” (2011), filmes rentáveis com as quais o cineasta impressionou o estúdio.

O diretor prepara, além disso, “Harker” para estrear em 2014, um longa que será distribuído pela Warner e produzido pela Mad Hatter Entertainment e Appian Way, empresa de Leonardo DiCaprio que também participou da produção de “A órfã”.

A nova versão de “Akira” conta com um orçamento de cerca de US$ 90 milhões, a maior soma que Collet-Serra já conseguiu para um de seus filmes. A HQ de Katsuhiro Otomo é considerada um ícone do ciberpunk. Ela se passa em uma Tóquio reconstruída após a 3ª Guerra Mundial. O enredo tem como foco uma gangue de motoqueiros liderada por Kaneda, que tem Tetsuo como melhor amigo.

Esse se acidenta ao atropelar uma criança misteriosa (Akira), que havia escapado de um programa de investigação secreta do governo. Confundido com o paciente, o motoqueiro é encaminhado ao hospital e é submetido a experimentos secretos que lhe dão poderes sobre-humanos

O longa de animação de 1988, baseado também no romance gráfico de Otomo que foi publicado pela primeira vez em 1981, passa no Japão pós-Segunda Guerra Mundial e se tornou um filme de arte.

Em março, divulgou-se que Robert Pattinson estaria cotado para o filme. Ele seria o personagem Tetsuo, sendo que Andrew Garfield e James McAvoy também estaria na disputa pelo papel. Já Justin Timberlake, Garret Hedlund, Chris Pine e Joaquin Phoenix estariam disputando pelo papel de Kaneda, o melhor amigo de Tetsuo e protagonista da popular série quadrinhos japoneses.

A evolução das revistas de moda


Depois de, nos últimos dois dias, escolher itens que compraríamos entre as vitrines de Milão, discutir sobre blogs, visitar lojas para ver como apresentam seus produtos e assistir ao documentário “The September Issue”, hoje recebemos a redatora-chefe assistente da “L’Uomo Vogue”, Laura Lazzaroni, na nossa turma de Comunicação de Moda na Nuova Accademia di Belle Arti Milano, a Naba. O encontro teve como tema “A ‘L’Uomo Vogue’ e a evolução das revistas de moda”.

Lançada em 1968, a “L’Uomo Vogue” é a única “Vogue” masculina mensal. Em seu trabalho na publicação, Laura, que está lá há três anos (ela morou em Nova York e, no começo da carreira, 12 anos atrás, escrevia sobre ciência!), confere todas as páginas e acompanha as duas provas de cores, antes de a revista ir para a gráfica.

Desde 2006, a diretora é Franca Sozzani, à frente da “Vogue” Itália desde 1988. Em vez de modelos, a revista usa pessoas reais, com estilo singular, como Al Gore e Nelson Mandela. Franca já fez capas controversas também na “Vogue”, como as sobre cirurgia plástica, modelos negros e plus size.

A “L’Uomo Vogue” faz edições temáticas: Arte (Bienal de Veneza) e Cinema (Festival de Veneza e Oscar – há capas diferentes com cada um dos indicados a melhor ator), por exemplo. A ideia é ser uma revista de moda, mas culturalmente relevante. Para Laura, as revistas interessantes são as capazes de misturar esses elementos, como também são a “Style” e a “Monocle”.

Laura acredita que as publicações impressas não vão acabar, principalmente as especializadas, mas elas precisam evoluir para sobreviver. A “L’Uomo Vogue” sempre teve no conteúdo sua maior força, mas precisou se modernizar: há dois anos o layout mudou para se aproximar dos da internet e o site da revista foi lançado. O design hoje é mais fragmentado e dinâmico, com flashes de informação que podem ser captados ao passar os olhos. Há referências à web, em geral ao site da revista. Nos sites da “Vogue”, há conteúdos das publicações e outros produzidos para a internet. Na TV online, há cenas de bastidores, coberturas de eventos e entrevistas.

Por isso, as vendas em bancas aumentaram. Há mais contato com os leitores e mais acesso, com feedback imediato, interação e troca de ideias. A revista convida blogueiros para ser jornalistas por um dia, promove concursos de fotografia, castings de modelos e eventos.

Para uma publicação ser relevante, na opinião de Laura, ela deve ser exclusiva, internacional, de alto padrão, culturalmente relevante, capaz de mudar hábitos e chamar a atenção. É preciso ser original e interativa. A revista de moda do futuro não pode ser apenas impressa: ela deve ter um diálogo com o online, um mix de conteúdos originais republicados, menos textos e mais imagens impactantes. O próximo passo da “L’Uomo Vogue” rumo ao futuro é lançar um aplicativo para iPad.

Andressa Zanandrea, de Milão (colunista IG)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Setor de luxo agora investe em serviço personalizado


GIULIANA VALLONE E MARIANA SALLOWICZ - FOLHA DE SÃO PAULO
10/07/2011

O crescimento das classes sociais de maior poder aquisitivo nos últimos anos, acompanhando o aumento da renda, começa a mudar o foco do setor de luxo no país.
Embora a representação mais conhecida do segmento ainda sejam produtos, como bolsas de grife e carros importados, empresas e analistas dizem que o foco está, agora, nos serviços.
"A era dos produtos ficou para trás. A gente percebe essa mudança de foco principalmente nos últimos três anos", diz Carlos Ferreirinha, presidente da MCF Consultoria, especializada no setor.
"O segmento de luxo é um excelente negócio, pois as classes AB foram as que tiveram as maiores taxas de crescimento nos últimos anos, e isso vai continuar", diz Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da FGV.
Segundo pesquisa da FGV, a classe A cresceu 41% entre 2003 e 2009, enquanto a B aumentou 38%. "Tudo que estiver pautado em elevar esse serviço ao nível de 'quase feito só para mim' ganhará mais espaço. É o extremo da customização", diz Ferreirinha.

SONHOS
Foi aproveitando uma oportunidade de entrar no segmento que os amigos Pedro Opice e Guilherme Gomes, ambos de 24 anos, criaram a Jazz Side, especializada em realizar os "sonhos" de clientes endinheirados.
Com pouco mais de um ano, a empresa tornou realidade os pedidos de cerca de 40 clientes. Entre eles, uma partida de tênis com Pete Sampras e um ensaio com o fotógrafo J.R. Duran.
"As pessoas estão se diferenciando pelo que vivem, e não pelo que têm", diz Opice.

'CONCIERGE'
A inglesa Quintessentially também oferece esses serviços no país desde o ano passado. A empresa é especializada em "concierge" e tem entre os clientes empresários e famosos, como o apresentador de TV Álvaro Garnero.
"As multinacionais de luxo estão cada vez mais interessadas em atuar no Brasil", afirma Alfonso de Campos, presidente-executivo.
Shoppings centers voltados para a classe A, como Cidade Jardim e Iguatemi, em São Paulo, também ingressaram na onda e já disponibilizam o serviço de "concierge".
Por US$ 2.200 a US$ 75 mil ao ano, a Quintessentially oferece "qualquer coisa que o associado possa desejar ou precisar".
Isso inclui desde serviços simples, como organizar uma viagem, a contratar um rock star para uma festa -o cliente, claro, também é cobrado pelo que requisitar.
"É como se fosse um clube em que você tem a facilidade de ser encaixado em eventos exclusivos e é muito bem recebido", diz Garnero.
Nessa linha, a agência Teresa Perez Tours oferece o turismo de luxo. "Elaboramos viagens personalizadas e criamos experiências para um consumidor mais exigente", afirma o presidente, Tomas Perez. A empresa já promoveu, entre outros, um jantar na muralha da China.

JAMES BOND
O médico psiquiatra Sérgio Klepacz, 54, viveu a experiência de ser James Bond por uma semana. Antes de embarcar para Karlovy Vary, na República Tcheca, e Veneza, na Itália, recebeu mensagens misteriosas com missões do serviço secreto inglês.
Klepacz teve o seu sonho realizado pela empresa Jazz Side, após vencer uma promoção em uma loja de roupas.
"Queria ser o Bond no filme 'Cassino Royale', uma aventura que sabia que seria inesquecível. Quando me ligaram dizendo que tinha sido escolhido, nem acreditei."
A Jazz Side preparou os detalhes para que o médico acreditasse que era o protagonista do longa.
"No avião, me entregaram uma pasta e um envelope com instruções para quando eu chegasse. Em Praga, havia uma agente, a 'Bond Girl', me esperando com uma BMW."
O cliente-agente ficou hospedado na suíte presidencial do suntuoso hotel Grand Pupp, cenário do filme. Na recepção, era sempre chamado de Mr.Bond.
"Eles pensaram em tudo. Viajei também, em um jatinho, para Veneza, passando pelos Alpes. O dia estava lindo", conta.
O médico, que vai para o exterior duas a três vezes por ano, muitas vezes a trabalho, diz que pensa em repetir a experiência. "Se eles fizessem um roteiro novo, com outro filme do Bond, consideraria viver isso de novo."
E, dessa vez, pagando. A loja que ofereceu o prêmio gastou R$ 78 mil. "A experiência vale o custo."

Por Renata

O estúdio Russo Nile desenvolveu esse novo conceito de tênis para a Nike, com inspirações egípcias.

Os tênis têm cores amarela e preta e possuem diversos hieróglifos, com ênfase na caixa que possui um pequeno Ankh (símbolo egípcio que significa “Vida”). Agora é só torcer para o projeto ser comprado!

Por Nathy

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A POESIA ‘’SEU NOME’’ DE Fabrício Corsaletti

Se eu tivesse um bar ele teria o seu nome
se eu tivesse um barco ele teria o seu nome
se eu comprasse uma égua daria a ela o seu nome
minha cadela imaginária tem o seu nome
se eu enlouquecer passarei as tardes repetindo o seu nome
se eu morrer velhinho, no suspiro final balbuciarei o seu nome
se eu for assassinado com a boca cheia de sangue gritarei o seu nome
se encontrarem meu corpo boiando no mar no meu bolso haverá um bilhete com o seu nome
se eu me suicidar ao puxar o gatilho pensarei no seu nome
a primeira garota que beijei tinha o seu nome
na sétima série eu tinha duas amigas com o seu nome
antes de você tive três namoradas com o seu nome
na rua há mulheres que parecem ter o seu nome
na locadora que frequento tem uma moça com o seu nome
às vezes as nuvens quase formam o seu nome
olhando as estrelas é sempre possível desenhar o seu nome
o último verso do famoso poema de Éluard poderia muito bem ser o seu nome
Apollinaire escreveu poemas a Lou porque na loucura da guerra não conseguia lembrar o seu nome
não entendo por que Chico Buarque não compôs uma música para o seu nome
se eu fosse um travesti usaria o seu nome
se um dia eu mudar de sexo adotarei o seu nome
minha mãe me contou que se eu tivesse nascido menina teria o seu nome
se eu tiver uma filha ela terá o seu nome
minha senha do e-mail já foi o seu nome
minha senha do banco é uma variação do seu nome
tenho pena dos seus filhos porque em geral dizem “mãe” em vez do seu nome
tenho pena dos seus pais porque em geral dizem “filha” em vez do seu nome
tenho muita pena dos seus ex-maridos porque associam o termo ex-mulher ao seu nome
tenho inveja do oficial de registro que datilografou pela primeira vez o seu nome
quando fico bêbado falo muito o seu nome
quando estou sóbrio me controlo para não falar demais o seu nome
é difícil falar de você sem mencionar o seu nome
uma vez sonhei que tudo no mundo tinha o seu nome
coelho tinha o seu nome
xícara tinha o seu nome
teleférico tinha o seu nome
no índice onomástico da minha biografia haverá milhares de ocorrências do seu nome
na foto de Korda para onde olha o Che senão para o infinito do seu nome?
algumas professoras da USP seriam menos amargas se tivessem o seu nome
detesto trabalho porque me impede de me concentrar no seu nome
cabala é uma palavra linda, mas não chega aos pés do seu nome
no cabo da minha bengala gravarei o seu nome
não posso ser niilista enquanto existir o seu nome
não posso ser anarquista se isso implicar a degradação do seu nome
não posso ser comunista se tiver que compartilhar o seu nome
não posso ser fascista se não quero impor a outros o seu nome
não posso ser capitalista se não desejo nada além do seu nome
quando saí da casa dos meus pais fui atrás do seu nome
morei três anos num bairro que tinha o seu nome
espero nunca deixar de te amar para não esquecer o seu nome
espero que você nunca me deixe para eu não ser obrigado a esquecer o seu nome
espero nunca te odiar para não ter que odiar o seu nome
espero que você nunca me odeie para eu não ficar arrasado ao ouvir o seu nome
a literatura não me interessa tanto quanto o seu nome
quando a poesia é boa é como o seu nome
quando a poesia é ruim tem algo do seu nome
estou cansado da vida, mas isso não tem nada a ver com o seu nome
estou escrevendo o quinquagésimo oitavo verso sobre o seu nome
talvez eu não seja um poeta a altura do seu nome
por via das dúvidas vou acabar o poema sem dizer explicitamente o seu nome.


Por Myka